Halan Pinheiro

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Halan Pinheiro
Natal, Rio Grande do Norte, Brazil
Programador, artista plástico, e aluno de artes marciais, aos 23 anos. Anarquista, realiza experimentos de desobediência civil e formas de organizações alternativas. Defensor do Software livre, esperanto e internacionalismo. E entusiasta sobre carona e nomadismo.
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sábado, 9 de maio de 2009

Caroneiros no mundo todo!



Gosta desse blog? Bom... Mas não sou o único caroneiro que tem um blog e escreve sobre o assunto. Digo isso porque conheci alguns leitores do meu blog que não conheciam outros blogs do gênero. Bem, a muito tempo (talvez desde o comecinho desse blog), esse blog está listado no 'Planeta Carona', se trata de uma coleção de blogs de caroneiros do mundo todo!

Vale a pena conferir! Que eu saiba o meu é o único no 'Planeta Carona' em português, mas que bom que surjam mais...

Segue o link

Que sea lo que sea!

Ouvindo o CD inclassificáveis do Ney Matogrosso me surpreendi com uma música em espanhol, a letra começava dizendo: "Já estou na metade dessa estrada...". A letra é muito interessante, e tem muito a ver com o espírito desse blog. Como esse sempre foi um blog espontâneo e musical segue um clipe amador que encontrei no youtube com a música cantada sem o sotaque brasileiro (misturado com o sotaque argentino/uruguaio da música) do Ney Matogrosso. A letra é do Jorge Drexler.



Ya estoy en la mitad de esta carretera
Tantas encrucijadas quedan atrás
Ya está en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea



Já eu estou na metade desta estrada
Tantas encruzilhadas ficam pra trás
Já está girando no ar minha moeda
E o que tiver que ser
Será


Todos los altibajos de la marea
Todos los sarampiones que ya pasé
Yo llevo tu sonrisa como bandera
Y que sea lo que
Sea



Todos os altos e baixos da maré
Todas as provações que já passei
Eu levei o seu sorriso como bandeira
O que tiver que ser
Será

Lo que tenga que ser, que sea
Y lo que no por algo será
No creo en la eternidad de las peleas
Ni en las recetas de la felicidad



O que tiver que ser, que seja
E o que nada possa ser
Não acredito na eternidade dos combates
Nem nas receitas de felicidade

Cuando pasen recibo mis primaveras
Y la suerte este echada a descansar
Yo miraré tu foto en mi billetera
Y que sea lo que
Sea



Quando a primavera chegar
E, a sorte estiver fadada a descansar
Olho a sua foto na minha carteira
E o que tiver que ser
Será

Y el que quiera creer que crea
Y el que no, su razón tendrá
Yo suelto mi canción en la ventolera
Y que la escuche quien la quiera escuchar



E, o que queira acreditar, acredite!
E o que não, sua razão entenderá
Eu solto minha canção num redemoinho
E que escute quem a queira escutar

Ya esta en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea



É no ar estou virando minha moeda
E o que tiver que ser
Será

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Entrevista com Kasper Souren (parte 2)

(Continuando a entrevista com Kasper Souren...)

Halan Pinheiro: Você tem alguma história curiosa de estrada? Nos conte uma. Por exemplo, na China...

Kasper Souren:
Na China eu viajei de carona junto com Amylin, conheci ela no CouchSurfing Colective em Montreal. Por duas vezes fomos convidados a restaurantes por nossos motoristas. A primeira vez, houve uma grande panela com uma carne estranha dentro. O cara pegou meu dicionário e apantou a a palavra chinesa para cachorro.
Na outra vez Amylin passou um bom tempo tentando explicar a família que nos levava (e dois colegas de trabalho do pai) que nós não comemos carne ou produtos derivado de animais. Logo que chegamos ao restaurante tirarão um peixe enorme, maior que meu braço, pra fora do aquário, jogaram no chão e começaram a bater nele com um taco de baisebol. Enquanto Amylin ficava louca da vida correndo ao redor sem saber o que fazer.

Halan: Você ler ou escuta alguma coisa na estrada?

Kasper:
Eu costumava ler um monte de livros bilíngues, Francês-Russo, Francês-Espanhol, Francês-Português. É uma ótima forma de aprender idiomas enquanto ler alguma literatura (Dostoievisk, Borges). Também leio alguns livros eletrôncos - é a forma mais fácil de carregar toneladas de livros comigo. E eu gosto de ouvir o curso de idiomas Pimsleur, é um ótimo jeito de estudar a pronunciação e uma ótima saída para matar o tempo enquanto espera por caronas no lugar sem muito tráfico. Eu também levo uma harpinha judia, um instrumentozinho de metal que eu sempre perco. Sempre eu compro um novo e primeiro quebro o a parte do metal perpendicular que vai pra o bolso.

Halan: Como foi viajar aqui na América do Sul? Existe alguma diferença peculiar?

Kasper:
Na América do Sul as estruturas de classes sociais são bem mais aparentes. Também é um continente muito conveniente em termos de comunicação. Quando eu estive aí, só falava um pouqinho de espanhol (e um pequeno dicionário), mas era o suficiente pra me iniciarem.

Halan: Sobre seu trabalho na internet, HitchWiki, como você começou?

Kasper:
Eu adoro wikis, e adoro pegar carona também. Então teve um momento que pensei, ei, vamos ver se existe um wiki sobre pegar carona. E existia um!
Infelizmente tinha sido abandonado pelo seu fundado finlandês. Eu eraz o único a continuar e trabalhar nesse wiki mesmo sem uma conta de administrador.
Então quando bot de spam encontrou ele eu tive que pegar todas as informações e tirar dali para um outro lugar. Eu coloquei ele no Wikia. Eles têm anúncios do Google, mas eu não gosto de anúncios, e também não dava muito pra personalizar o wiki lá. Mais ou menos em outubro, novembro de 2006, MrTweek e eu decidimos mover tudo para hitchwiki.org e a pequena comunidade que tinhamos no Wikia alegremente nos acompanharam.
Eu gosto de projetos sem muitas regras ou burocracia, então eu fico muito contente que hitchwiki (ainda?) não tenha tomado o mesmo caminho que a Wikipedia tomou. Nesse meio tempo, nós também iniciamos alguns outros projetos, como trashwiki.org (sobre reciclagem de lixo) e o sharewiki.org (sobre compartilhar coisas). Por enquanto a maioria é uma galera com a mesma mentalidade.

Halan: Sobre o 888/789? Como começou a idéia? O ponto inicial foi o Hitchwiki?

Kasper:
Eu acho que a idéia veio de Fabrice Renucci, em seguida eu e Robino trouxemos para o hitchwiki, utilizando como plataforma para organizá-lo. É claro, muitas outras pessoas se juntaram e fizeram com que isso aconteça. Na verdade, é melhor perguntar para eles mais coisas sobre esse projeto - eu não estive fisicamente no 888.

Halan: Por que o mês 8?

Kasper:
É verão porque, é mais quente.

Halan: O que você espera do 789?

Kasper:
Espero uma boa participação do pessoal da Rússia


Halan: Eu vi um outro projeto seu, chamado OpenCouchSurfing? O que é esse projeto?

Kasper:
Em Julho de 2006 eu tinha um vôo do Equador para Nova Yorque para participar da conferencia da Wikipedia. Então eu decidi ir a Montreal para participar do primeiro CouchSurfing Colective e ver no que eu podia ajudar, foi logo após o grande "crash" do CouchSurfing naquele verão. Meu primeiro plano foi a criação de um wiki, daí eu pedi para o Casey (fundador do CouchSurfing) e ele disse, "faça". O CouchSurfing Wiki nasceu assim. Claro, haviam muitos bugs no site, daí eu me adiantei e comecei a corrigí-los.
Depois de dois mêses Casey me perguntou se eu queria entrar pra coordenação da equipe técnica. Entrei.
Em outubro, eu voei para Nova Zelandia para o colective que houve lá. E lá tinham várias pessoas extremamente brilhantes que estavam muito interessados em trabalhar no CouchSurfing. Pessoal altamente qualificado, gente que trabalhava com MySQL, Google e iniciativas na internet. Eles viram minhas ideias sobre Software Livre, sobre cooperação - Eu tenho partes do manifesto dotCommunist de Moglen no meu perfil do CouchSurfing. Então eles pensaram que o CouchSurfing estava indo para esse lado e as idéias nunca cristalizadas, nós (técnicos) todos pensavam que o couchsurfing poderia se tornar uma plataforma de criação social. Infelizmente percebi que o Casey e seus amigos preferem manter um controle apertado sobre a organização e especialmente os recursos.

No começo o OpenCouchSurfing foi um esforço para mobilizar e organizar pessoas, para criar um movimento para uma abertura maior no CouchSurfing. Mas isso não conseguiu trazer nenhuma mudança dentro do CouchSurfing, possivelmente teve foi um efeito averso, mas nós deixamos permanecer como uma fonte de informação para as pessoas que cuidam, agora pessoas que iniciaram como voluntários no CouchSurfing (não digo como embaixadores de cidade, digo dos que escrevem código, trabalham diretamente no coletivo) podem se informar previamente das questões que pode esperar.

sábado, 2 de maio de 2009

¿Que pasa, loco?

- O que houve com o blog?

É o que um monte de gente anda me perguntando.

Eu não morri!
'ainda estou comendo bem e conseguindo me manter limpo' (isso me lembra um post antigo)

Bem, A minha viagem de volta pela América do Sul está congelada por tempo indeterminado. Estou em minha cidade natal - Natal. Mas, não parei de viajar, desde que voltei, já viajei quase 3.000km de carona pelo nordeste.

Quanto ao blog, realmente eu parei de postar. Mas parei pois estou com problemas com a internet onde estou morando em Natal. Somando isso a uma série de outras coisas, acabei congelando o blog sem me dar conta disso.

O fato é que os acessos ao blog não cairam tanto. E mesmo sem novidades, ele continua sendo acessado, visto que consegui reunir aqui um bom material de rabiscos e informações sobre viajar de carona pela América do Sul. Isso é bom!

Conteúdo novo realmente não está faltando exatamente, pois, como dito antes, tenho feito quase 3 mil quilômetros de caronas e novidades, as quais poderiam ser cobertas aqui. Também tenho posts que prometem outros posts e não foram escritos. E também tenho entrevists por serem feitas e algumas feitas por serem traduzidas.

Por hora não estou planejando nenhuma nova viagem.

A novidade não tão novidade assim, é que quem simpatiza com minhas idéias (que quase não foram expostas no blog), minhas viagens e minha forma de escrever. Bem, estou escrevendo um livro bem completo sobre a minha experiência. É um livro com uma abordagem bastante diferente da do blog, e espero ter conseguido passar 90% da minha experiencia nele. No blog creio que só transmiti 15%. Ainda não tenho previsão pra primeira publicação, mas aqui mesmo no blog anuncio notícias sobre isso.

Bem, estou organizando minha internet, e vou voltar a postar diariamente. Convido todos a ajudarem com o meu outro projeto, o hitchwiki, que não é só meu, mas estou praticamente sozinho aqui no Brasil, se trata de um projeto internacional.