Halan Pinheiro

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Halan Pinheiro
Natal, Rio Grande do Norte, Brazil
Programador, artista plástico, e aluno de artes marciais, aos 23 anos. Anarquista, realiza experimentos de desobediência civil e formas de organizações alternativas. Defensor do Software livre, esperanto e internacionalismo. E entusiasta sobre carona e nomadismo.
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sábado, 31 de janeiro de 2009

Gostei da idéia!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

La mejo fiesta de disfraces de tu vida...

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...
Caminhando pelas estradas, quase sempre sozinho
Cantei pra mim mesmo
para não esquecer minha própria voz
Quando ninguém podia me ouvir

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...
Vagando vagarosamente, as vezes com fome
Não chorei
Pois ninguém ia me acalentar
Nem muito menos perguntar meu nome

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...
Longe dos que associam meu nome a alguma coisa
Anônimo passivo ao vento
Seguindo as placas e o horizonte
A caminho de algum lugar que nunca fui

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...
Ao sol de qualquer hora na estrada
Espero por um carro qualquer
Que seja mais rápido que minhas pernas
Que console minhas costas cansadas

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...
Entre carros e caminhões
Entrando e saindo
Por favor, me diga pra que lado fica a saída
Meu amigo, apenas me diga a direção

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...
Não estou perguntando onde pegar um ônibus
Quero saber a direção
Apenas me diga se estou indo pelo lado certo
Só quero saber onde fica a saída

Vagabundo vagante vago vadiando viajando vindo ao vento...
Estou indo nessa direção
Qualquer distância pra esse lado me ajuda
Muito obrigado...
Qual é o seu nome?

- Halan Pinheiro

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Chuva e destruição no Rio Grande do Sul,

Mais um vez fui surpreendido com o tempo. Quando estava em Santa Catarina, ali no interiorzinho de São Miguel do Oeste, chegaram as primeiras notícias do estado de calamidade que tinha sido declarado no litoral catarinense. De onde eu estava só via leves e agradáveis chuvas.

Agora, o cenário se repete. Estou na capital gaucha, sob uma leve chuvinha de verão, e as notícias começaram a surgir...

A chuva que começou óntem, já matou duas pessoas no estado, segundo o jornal O Globo. Também ouve um descarrilamento de trem, que tombou sobre a BR-293 no município de Capão do Leão no km 65 e o maquinista ainda não foi encontrado. As cidades de Tucuruçu e Pelotas estão isoladas devido às interdições na BR-116. Três pontes estão submersas, a ponte sobre o Arroio Kaster na BR-392 no km 92, a ponte sobre o Arroio Fragata na BR-116 no km 527 foi levada pelas águas e uma outra ponta na BR-293 n a região de Capão do Leão no km 16 foi submersa.

A BR-116 foi bloqueada nos km 471 (São Lourenço), 480 (Turuçu), 485, 510, 512 (Pelotas), 530 (Capão do Leão).

Foi triste ver vários caminhões dentro dágua, e caminhoneiros chorando na TV. Os caminhoneiros, que diga-se de passagem, são um dos meus companheiros de viagem mais importantes, os quais muitas vezes comparti comida, idéias e quilometros de estrada.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Segredos do nordeste



Resolvi mostrar um pouco do segredo nordestino, e preparar um prato típico do lugar de onde venho.

Escolhi a '''macaxeira com carne de charque na manteiga do sertão'''. É um prato que comi muito na casa da minha mãe ou em qualquer lugar na rua. Qualquer bar ou restaurante tem. Tanto na casa da minha mãe quanto na do meu pai, ficávamos anciosos quando o prato era esse, e ouviamos o barulho da carne assando.

Primeira dificuldade que encontrei foi encontrar a manteiga. Alguns comerciantes me disseram que até tentaram vender, mas no frio do inverno eles perdem todo o produto. Outros mim pediram pra trazer uma garrafa quando eu encontrar, pra ele saber o que diabos era isso, porque era uma das coisas mais procuradas por aqui e ninguém tinha!

Resolvi procurar na internet, e descobri que a manteiga se obtém fervendo e derretendo a nata do leite, produto que pode ser comprado em qualquer padaria. Comprei meio kilo por R$ 4,00. O resultado foi um pouquinho de nada de manteiga, porém foi suficiente pra vários pratos e durou mais ou menos 1 semana. Ao produzir a manteiga, tem que se coar o produto, daí sobra uma borra, que é deliciosa pra cozinhar ou fazer qualquer coisa. Mim rendeu uma fantastica farofa.

O segundo problema foi encontrar a macaxeira. Diferente do nordeste aqui eles tem uma coisa de dizer: 'está fora da época da mandioca'. Com muita sorte e caminhada encontrei umas macaxeiras fininhas e feias, mas comprei. A charque não foi difícil encontrar, mas saiu cara!

OBS.: Quem for fazer a manteiga, e ainda não sabe do que se trata, vale lembrar que é um produto a ser conservado fora da geladeira, hora vista que o frio estraga o produto. É um produto de longo praso de validade. No nordeste só se fabrica artesanalmente, portanto o que você fabricar em casa será exatamente o mesmo processo dos que se vendem no nordeste.

OBS(2).: Tradicionalmente a manteiga de garrafa é guardada em uma garrafa de vidro! Normalmente se usa uma garrafa de vidro transparente, como aquelas de suco. A tamapa recebe um furo, para dosar a manteiga, que em temperatura ambiente cai em gotas se balançada e golpeada no fundo. Eu guardei em uma garrafa de cerveja com a tamapa recolocada e furada.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Onde o vento fez a curva...

Fiz um mapinha detalhado com os caminhos que fiz. As linhas azul são caminhos que fiz de ônibus, e as vermelhas fiz de carona. A linha lilás foi o que fiz acompanhado com Andressa (faltou especificar o caminho que fiz com o Jonas). Os caminhos que fiz no Paraná de ônibus foi os que percorri com meu amigo André, o que mim ensinou artesanato (cujo não divulguei o nome de cara pois não queria que sua namorada soubesse onde ele estava).

Foram mais de 10.000km percorridos por terra.
Onde mais de 8.700km foram totalmente de carona em todo tipo de veículo (até uma carroça de cavalo) de pessoas completamente desconhecidas.
Hoje inicio o meu 6º mês na estrada (O blog é um pouco mais velho que isso)...


Exibir mapa ampliado

Juana Fe

Vi um show deles no meu último fim de semana no Chile. Já conhecia a música deles, afinal é um verdadeiro hit por lá. Fazem uma mistura interessante de ritmos, entre cúmbia, rock e até reggae.

O clipe que segue é uma homenagem aos Chinchineros:


E essa fala dos vendedores ambulantes (hit muitíssimo executado no Chile):

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Povo mapuche

Visitei o Chile apenas na Região de Valparaíso e na Região Metropolitana de Santiago, e me explicaram que essa parte do Chile (e também no sul) era habitada essencialmente pelo povo mapuche, antes dos espanhois chegarem. O detalhe é que os mapuches foram os únicos nativos que tiveram sucesso na resistência contra os espanhois na América! Dizem até que os mapuches pensaram em atravessar o oceano e tomar Madri (uauuu). Até hoje o povo mapuche luta e resiste. Fico devendo um material mais completo sobre o assunto. Por agora, segue um vídeo...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Banda Conmoción

É claro que meu blog é super-musical... As estradas estão cheias de músicas, culturas, poesia.

Depois do vídeo que postei da Banda Conmoción aqui no blog, vinheram pedir mais informações sobre a banda.

É possível ouvir várias músicas da banda e conferir agenda, fotos e muitas outras coisas no myspace.

É isso que se escuta aqui na América do Sul!

Como poderia não falar deles? Os Chinchineros chilenos!



A primeira vez que vi, fiquei encantado. É raro andar por Santiago e não esbarrar com uma apresentação de um chinchinero. A prática surgiu na região de Valparaíso, e dos anos 60 pra cá se espalharam nas ruas de Santiago e redondezas. Hoje é tido como uma tradicional figura típica do Chile.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Porto Alegre... Brasil!

De volta ao 'país mais grande do mundo'! Onde ninguém entende seu idioma que é bastante peculiar em relação ao seus vizinhos. Aquele paisão de onde vem aqueles caminhões de placa vermelha... Alí onde se dança capoeira e samba; de onde vem os homens e as mulheres mais sensuais...

Brasil, a terra do arroz com feijão, do paozinho-de-queijo, da coxinha, da tapioca e do café. Terra onde se costuma dizer que: 'Quem nega água vai morrer afogado em um copo com água!'

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Zé Ramalho canta Bob Dylan.

Como não falar dele? Ou, como não falar deles?

Depois de cantar Raul Seixas, agora ele cumpre a promessa, e canta Bob Dylan. Não é nenhuma surpresa que além de grande compositor é também um grande interprete (não sei se é o termo apropriado.)

Bobeira? claro que não, não precisa muito esforço pra entender o sentimento das estradas na poesia do Zé Ramalho e na do Bob Dylan. São dois artistas que não necessitam mais da mídia, nem está nas rádios ou TV, são o que são e serão!

O CD que foi lançado em conjunto com um DVD chama-se 'Tá tudo mudando', mais informações no site oficial.

Não diga que fiquei sozinho! Não mande alguém me acompanhar...

Depois de 6 dias inteiros na estrada, entre prostitutas e outras figuras típicas das estradas, em caminhões comendo a boia feita na cozinha do caminhão, carros novos, velho e até carroça de cavalo! Com direito a dormida nas Cordilheiras dos Andes! Dormi novamente em albergues gratuitos, mas dessa vez não fui roubado. Vendi dois mapas pra compar comida....

E aqui estou! Lugar mais inesperado impossível: Rio Grande do Sul - Porto Alegre...

Depois de dias pensando sobre pespectivas, projetos e pretenções, estou de vola ao Brasil... mas meu destino não é necesariamente casa...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Quem me levará sou eu!



(Manduka/Dominguinhos)

Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará

As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi
Não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços
A me agasalhar

Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço contar o tempo outra vez,
Sim, tudo outra vez a passar

Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar

Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar..

O que o Chile tem de bom?

O que o Chile tem de bom e todo mundo gosta de ouvir?
Uh, Banda Conmoción. Assisti a duas apresentaçoes já. (Ela toca em todo lugar, e ainda nao encontrei quem desgoste):


O que o Chile tem de bom e todo mundo toma?
Mote com Huesillo Helado!

Um caldo doce (suco de alguma coisa que ainda nao sei), com graos de trigo cozido como milho, e pessego reidratado dentro. Delícia!

Experimenta falar pra um chileno a palavra ´Brasil´, a resposta é quase automática:
´Brazil! Pais mayor do mundo!´ (em legítimo portuñol)... Talvez essa frase varie em algo como: ´Eu falo portugueis´ (extremamente cantado e fanho)...

- Chile, tá chegando a hora de ir embora! Tchau!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Mudanças...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Primavera se foi.... Que venha o verao!

Coleçao de fotos de flores coletadas ainda no Brasil:













Pucon... próxima parada.


Agora sou uma caravana de 3 brasileiros... Vamos a Pucón amanha. A estadia será em acampamento...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mera coincidência.

Alcides, um antigo artista argentino.





Merda grande a catinga vai longe...

Vejam o que chegou aqui no Chile!





Esqueci do cú!

Como poderia me esquecer do famoso ´sandwiche de cú´, que vende nos estadios e eventos em geral. É um sandwichede linguiça, pao, pimenta, tripa de vaca e outras partes do final do intestino bovino, daí a origem do nome. Custa uns 500 peso em média. E dizem que só se come quando está com muita fome ou muito bebado. Eu já comi!



Parece gostoso nao?

Comendo nas ruas do Chile.

Quem conhece meu blog sabe que nunca falei aqui de restaurantes requintados nem muito menos daqueles pratos especiais de 50 conto que só turista come. Até posso falar, mas só no dia em que me derem de graça!

Antes de listar o cardápio, é bom falar que os chilenos, diferente dos argentinos que nao comem nada de pimenta, os chilenos comem pimenta quase em tudo. E é bom ficar esperto nas garrafa de catchupe, pois pode ser pimenta. Como a comida bahiana e a pimenta muito me agrada, eu tou em casa... mas aqui nao é a Bahia.

Começando e baixo, o ítem mais barato que encontrei, e que já dá uma livrada na fome - hallulla, um paozao firme, e mais pesado que os brasileiros, e se vende nas esquinas e nas padaria, custa 70 peso chileno (menos que 70 centavos de real)!


Junto ao pan hallulla, temos a famosa sopapilla, o valor é tabelado, e custa 1 gamba (100 peso), quase 50 centavos de ral, porém um pouco menos. É a mesma massa do pastel, só que, redondo e sem recheio. Por cima se coloca mostarda e pimenta!


Outra coisa muito famosa aqui é o pao Marraqueta e se vende a quilo, é toma o lugar do nosso tradicional paozinho francês.


Se a fome é comleta, a melhor pedida é um completo italiano. Cachorro-quente de salsicha com verdura abacate machucado, maionese, mostarda e pimenta. Sai por 500 peso,se cobrarem 600 nao pague!


Como poderia me esquecer do glorioso "sandwiche de cú"...!