Estou fazendo alguns textos pós-sonho algum tempo. Segue o texto que produzi hoje:
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Tive um sonho louco....
Eu estava nos Estados Unidos viajando em algum lugar. E um caminhoneiro que me levava me deu seu caminhão. Eu como não sabia dirigir resolvi soltar o caminhão na ladeira e fui na caçamba do caminhão enquanto ele descia ladeira a baixo. Soltei o caminhão de lado quase de ré, era a única forma dele não descer muito rápido e perder o controle (ninguém ficou na cabine).
O caminhão seguiu livre como uma folha na água, e entrou em uma encruzilhada que nos levou até um túnel onde não podia mais passar. No caminhão estava eu e meu amigo Bio. Saímos do caminhão, armamos uma rede dentro do túnel e fomos dormir. Daí vem dois caras do outro lado do túnel e encurrala um outro, e atiram no encurralado e o matam.
Eu e Bio reagimos naturalmente, mas Bio tinha conversado alguma coisa com o moribundo antes de o encontrarem e dele ter levado o tiro. Mas eu tinha conquistado a simpatia de um dos assassinos. Resolvi sair da rede e sair do túnel, pois ouvia a sirene da polícia e imaginava ela chegando. Um dos assassinos veio comigo e pretendia me seguir, ele gostava de minha companhia, queria me proteger, estava armado. Enquanto Bio ficou pra trás pra enterrar o morto. Voltei pra convencer Bio de sair daquele lugar, e ele veio comigo. Depois convenci o assassino a ir embora, e ele foi.
Seguindo em frente, encontramos um barco supostamente abandonado. Entramos e nos deitamos nele. Algumas de nossas coisas tinha caído na água, mas recuperamos tudo. No barco ajeitamos as coisas, separamos as roupas sujas das limpas, contamos o dinheiro, e decidimos ir comprar algo pra comer. Ou melhor, Bio decidiu. Ele queria ir comer. Mas antes de se levantar, o barco saiu.
Do outro lado do barco haviam duas europeias que pareciam vagabundas como nós. Elas se preocuparam quando o barco saiu, parecia ter buscado abrigo lá também como nós. Então eu saí do barco e fui pendurado até a cabine, onde um homem grande e loiro com cara de gringo pilotava.
- Quanto custa? - perguntei com o inglês mais horrível de todos
- ... - A resposta dele era impossível para mim entender, era falante de um inglês que eu nem de longe decifrava.
Mas depois de muito tentar, entendi que custava quinze ou vinte.
- Pra onde vai?
- Europa! - ele disse.
- Europa Itália, Alemanha, Portugal?
- Não, logo ali, Europa é uma cidade.
- Muito longe?
- Depois da ponte
Qualquer coisa que é depois da ponte (que eu posso ver) não é longe o suficiente pra que eu pague vinte (seja reais, dolares ou o que for). Descemos saltando da embarcação e alegamos que não íamos. Como nós eramos os únicos passageiros (nós quatro), ele encostou a embarcação e cancelou a viagem. Bio foi comer, e uma das europeias foi com ele, enquanto a outra ficou perto de mim. No lugar que descemos tinha uma pequena praça coberta. Lá encontrei o piloto do barco, que foi muito simpático comigo, e ficou muito animado com minhas histórias quando eu disse que estava viajando de carona por aí. Encontrei um conhecido meu do Alasca e um homem muito bonito que também era americano (talvez um ator de holywood), ele tinha um pouco de jeitão de vagabundo. Lá conversamos a toa, mas eu procurei arrancar informações sobre as estradas que haviam ali perto. Basicamente haviam duas, e decidi apostar em uma. Alguns mendigos chegaram no lugar, e eles eram bêbados bem acanalhados, cuspiam saliva enquanto falavam, e falavam português no que tentava entender o idioma local (inglês). Nessas alturas eu já tinha recuperado meu inglês e já falava e entendia todos. Os mendigos eram brasileiros.
Com a informação de que tinha uma estrada próximo, me levantei e com um beijo no pescoço da europeia eu fiz ela me seguir...
06 de setembro de 2009
Troféu Grande Ponto de Cultura 2009
13 horas atrás



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