Muitos me perguntaram, o que houve... mas, acabei negligenciando o blog. Muitos também perguntaram o porque, mas eu de fato não sei. De certa forma foi um bocado cansativo os 6 dias de estrada.
Eu deveria sair na segunda de manhã, mas acabei saindo na terça. Terça depois do meio dia, pra ficar ainda pior. Decidi fazer uma viagem de altíssima velocidade, segui de ônibus que me custou 1.900 pesos, até a cidade de Los Andes, onde de certo tinha um porto seco por lá.
Chegando na cidade, procurei o tal porto, e nada achei. Até vi caminhões brasileiros passando... parei em um semáforo, mas ninguém parou pra mim. Mudei de posição, e descobri que o porto seco ficava mais a frente. Uma mulher acompanhada de dois jovens atrás, parou pra mim, e se propos me levar ao porto seco, também conhecido como porto terrestre.
No porto, fiz uma vistoria sobre se havia caminhões brasieiros do lado de fora, e tratei de consultar todos.
- Tou com a família
- Tou esperando carga...
Nenhum se dispos a ajudar um compatriota querendo voltar ao seu país. Fui para o trevo... Lugar onde até mesmo caminhoneiros, os quais vêm trazer os zeroquilometros e voltam de carona, pedem carona. Depois de muito tempo, me parou um Chileno. Atravessamos as cordilheiras ouvindo os Bee Gees em altíssimo volume. Tudo que eu tinha que fazer era curtir a paisagem. Resolvemos os papéis da fronteira (passei com comida e nem se quer tocaram na minha mochila! Há uma diferença de tratamento grande quando se passa de carro particular e quando se passa de caminhião). Dormimos em um posto de gasolina em cima das cordilheira dos andes. Ele não estava tão disposto a continuar me levando, e de madrugada seguiu viagem, me deixando acampado no posto.
Pela manhã, ainda com aquela paisagem de filme, que você se acorda com uma montanha gigante atrás, com neve no topo, fui pra a estrada. E dessa vez quem parou pra mim foi um Argentino simpático, em um carro caíndo os pedaços (os argentino já gostam dessas coisas). Dessa vez a trilha foi uma mistura de cúmbia com eletrônico. O frio da manhã estava horrível, me agasalhei bem e dormi boa parte do caminho, que se foda as cordilheiras dos andes maravilhosamente linda, meu corpo pede arrego! Esse me largou em um posto de gasolina em Mendoza, na boca da ruta 7 com a rua Rodriguez Peña, bem próximo ao porto seco de Mendoza, me deixou em um posto onde teria os tais brasileiros. E quando cheguei no posto, me surpreendi, pois todos os caminhões eram brasileiros, TODOS!
Me misturei com os caminhoneiros, foi aí que reencontrei uma antiga carona, o caminhoneiro que fez a ruta 9 de Santa Fé à província de Córdoba, e me deixou em um posto onde eu achei o Chileno mensageiro de deus (...?). Era tudo que eu queria pra me misturar de vez com a rapaziada. A cada 10 minutos eu ia conhecendo outro caminhoneiro, e todos estavam com dificuldade de conseguir carga, e nenhum ia voltar ao Brasil agora. E os que ia estava com a família, pra o meu asar (época de férias). Um deles gostou do meu mapa, e me convenceu:
- Me venda seu mapa! Aqui mesmo você encontra sua carona pra o Brasil, então não vai mais precisar dele.
Me renderam R$ 20,00. O que defini como a grana que eu iria usar no Brasil, e usei toda grana argentina que eu tinha, dentro da Argentina, sem fazer câmbio para real depois.
Algum tempo depois, chegou um caminhão vazio, que voltava ao Brasil, e eu corri pra atacar... Pensou, pensou.... e...
- Traga sua mochila pra guardar lá atrás.
E assim voltei ao Brasil! Na minha viagem recordista de rápida. Saí na terça de meio dia, dormi nas cordilheiras, viajei no dia seguinte em direção ao Brasil, dormi depois de Rio Cuarto e cheguei em Uruguaiana no começo da madrugada. Foram 2 dias e meio de viagem. Um recorde pessoal!
O problema foi chegar na capital, acabei batendo outro recorde, o de viagem mais lenta. Mas aí é outra história!
Jovem fotógrafo lança exposição baseada em romance policial
12 horas atrás


0 comentários:
Postar um comentário