Halan Pinheiro

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Halan Pinheiro
Natal, Rio Grande do Norte, Brazil
Programador, artista plástico, e aluno de artes marciais, aos 22 anos. Anarquista, realiza experimentos de desobediência civil e formas de organizações alternativas. Defensor do Software livre, esperanto e internacionalismo. E entusiasta sobre carona e nomadismo.
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Quem eu sou?

Ao som de gal costa:


Segue o texto...


Antes de viajar por aí (por aqui...), olhava para os mapas com mais despreso. Via as linhas e fronteiras como meros acordos políticos. Doce ilusao (adoro essa frase)... Me impressionei quando cruzei as estradas do Brasil e espiei com atençao os mapas por onde passei, e cada fronteira estadual, tem referencias geográficas, um rio, um monte, uma vegetaçao... Essa diferenca é mais impressionante ainda nas divisas internacionais, as quais pensei serem meras divisoes políticas, na realidade eram linhas nada imaginárias, formadas hora por montanhas, hora por um rio largo ou estreito entre outros acidentes geográficos. Some essas linhas geográficas às etinias eorigens diferentes de cada povo, quecaracteriza sua música, sua alimentaçao, constituiçao física, costumes...

Fora do país, reafirmo e confirmo minha teoria de cidadao do mundo, mas uma outra coisa também é preciso declarar... Eu sou brasileiro. As cidadanias e questoes políticas envolvidas com pátria muito me incomodam. Por exemplo, a impossibilidade de permanecer em outro país o tepo quero ou de trabalhar, caso eu queira, isso é estúpido. Mas como disse, agora nao sou somente cidadao do mundo, como também um brasileiro, e isso é uma questao fortemente enrraizada... O fato de eu estáescrevendo um blog emportuguês quer dizer muita coisa, implica toda uma história sobre de onde venho, colonizacao portuguesa, guerras... Nao posso simplesmente negar minha origem e simplificar as coisas simplesmente me assumindo como sendo do mundo (o que é óbvio e genérico demais). Respeito e amo muito as outras culturas, inclusive a minha.

Existe uma diferenca clara e rigorosa. Vi o resultado do sol de Mendoza sobre meu ammigo suiço e sobre mim, que nem se quer usei protetor solar. Minha mae nao consegue imaginar a palavra almoço a algo que nao seja feijao com arroz (tirando os dias especiais). Notam claramente que sou brasileiro pela quantidade de vezes que tomo ou procuro tomar café e quando tenho oportunidade de misturar alguma coisa (macarrao, arroz, batata, feijao), eu misturo - esses brasileiros costumam misturar tudo. Isso é cultural, e está longe de ser patriotismo. Patriotismo está diretamente ligado a intituiçoes e a governos, e foi uma das principais ferramentas que sustentaram diversas ditaduras e justificaram injustiças e mortes. Sou cidadao do mundo, pois quero e reconheço o meu direito de transitar pelo mundo livremente, e participar dele como um todo. Sou brasileiro cuturalmente, e isso se nota sem mesmo eu abrir minha boca!

Antes de viajar... despresei nao só as questoes geográficas, como as culturais também, agora vejo essas e outras coisas com intençoes mais amigáveis... Nao sou e nem quero ser cidadao brasileiro, repito e reafirmo minha cidadania cosmopolita. Quem sou? Sou brasileiro, da tribo potiguar!

1 comentários:

utopic disse...

O Viajante
Forfun

Composição: Forfun

É, o tempo é uma coisa relativa
Se hoje fosse ontem, amanhã seria hoje
De qualquer forma eu to tranqüilo
Do jeito que tá que tá bom
Como dizia o síndico
Vai saber o que o gorila pensa

Pedi minhas contas, viajei e caí no mundão
Vou ver o mundo tendo o mundo como anfitrião
Florestas, rios, cidades e litorais
Pessoas, sentimentos, tradições e rituais
Colocarei meus pés em trilhas, pedras, manguezais
Fazendo o elo entre meus filhos e meus ancestrais
Serei sincero com o meu verdadeiro ser
Quero servir, quero ensinar, eu vim pra aprender

Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo

Num sonho eu era como o vento e podia voar
Voei pra ver as maravilhas de cada lugar
Dancei com os índios, mergulhei entre os corais
Troquei idéia com um coroa que era demais
Vi dreadlocks e confetes bailando no ar
E três amigas se abraçavam de se transbordar
Agradecido, aplaudi o pôr-do-sol
Por onde for terei seu fogo como o meu farol

Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo

Ê mundão, seu filho venceu o breu
Unifiquei meu corpo ao teu
E já não existe mais "eu"

Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo

Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Um viajante interestelar
Sou uma parte do todo