Carnaval de Recife? Carnaval de Salvador? Rio?... Nada se compara com o Carnaval Cultural de Valparaíso no Chile. Esse último fim de semana foi realizado a ediçao 8 do Carnaval Cutural de Valparaíso. Cada ano é escolhido uma cidade portuária como convidada de honra a trazer seus artistas, música e produçoes culturais em geral. Esse ano foi convidada a cidade de Veracruz do México.
Foram 3 dias de evento, com um palco central e diversas apresentaçoes nas pracas da cidade e nas ruas. Nada de axé ou samba, o que impera aqui é a cúmbia e rítimos mexicanos. A galera aqui nao usa fantasias no carnaval. O público vem desde famílias, crianças e velhos, até punks, new-hippies, artesoes, artistas-de-circo, roqueiros, metaleiros. Mas praticamente a metade, é roqueiro, punks e artistas-de-circo. Até parece que nessa cidade quem nao é punk é malabarista (!).
A festa rolou numa boa, e pra o espanto de nos brasileiros (estou com um amigo), nenhuma briga! Tirando uma cena hilária de umas 6 garotas tomando de volta uma grana que um ladrao roubou (Até ajudei as meninas, mas confeso que elas fizeram o trabalho praticamente sozinhas).
Quando acaba o show do palco central, lá pras 1:00 da madrugada, os carabineiros (polícia chilena) vem expulsar o povaoda praça. A multidao é sempre grande, e todos os dias descem até uma outra praça relativamente perto. No caminho, vao batucando com tambores, e alguns aproveitam pra soltar a energia com um pouco de vandalismo, quebrando algumas coisas que veem no caminho. Chegando na praca, mais batucada, e muita gente, e nenhum ´paco´ (apeido pejorativo dos carabineiros). A festa continua enlouquecida, já que nesse ponto todos estao bastante alcolizados. A multidao é tao grande que chega a oculpar duas pracas e o caminho entre elas. Em uma das praças há 2 mastros. E a galera mesmo ´borrachada´ (bebada) pratica o jogo nacional e tradicional do chile ´palo encebado´ (pau de cebo). O detalhe é que os mastros sao simples e ordinários mastros de bandeira, e nao um pau de cebo preparado pra aguentar a brincadeira (que é típica nas festas pátrias). Sem contar com o estado de embreagues da moçada, o resultado foi um mastro entortado até quebrar na base, com direito a uma queda, e um outro maluco que apesar de ter muita técnica pra fazer acrobacia, caiu de uma altura de uns 3 metros. Acho que subi o mastro umas 5 vezes ou mais, é mais fácil que subir em coqueiro!
Por fim, amanhece e as ruas, praças e calçadas ficam cheias de corpos de punks (principalmente), loucos, acrobatas, new-hippies entre outros...
IV Food Not Bombs
2 horas atrás


1 comentários:
Galera muito louca kkkkkkkkkk
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